Saúde da Criança

Autismo

É atualmente chamado de Transtorno do Espectro Autista e constitui uma das doenças que afetam o neurodesenvolvimento. Os sintomas se manifestam cedo, geralmente antes do início da vida escolar. Infelizmente, no Brasil o diagnóstico ainda é tardio e na maioria das vezes a criança só será encaminhada para uma avaliação especializada quando já estiver na escola.

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O tratamento é muito individual. Não há uma medicação específica para o transtorno e o medicamento é usado apenas para tratar os sintomas que atrapalham ainda mais a criança a se desenvolver, como por exemplo, a agitação e a agressividade. Parte fundamental do tratamento são as terapias para estímulos das habilidades sociais, acadêmicas e de comunicação (por exemplo, sessões de psicologia, fonoaudiologia e psicopedagogia), que devem ter a indicação avaliada de acordo com a necessidade de cada criança.

Alguns sintomas são:

  1. Atraso no desenvolvimento da fala e/ou mais tarde dificuldades em estabelecer uma conversa normal (por exemplo, quer falar sempre sobre um mesmo assunto ou não reconhece quando é a vez do outro falar);
  2. Ecolalia: repete palavras que alguém acabou de lhe falar;
  3. Dificuldades em fazer amigos ou falta de interesse em interagir com outras pessoas;
  4. Quer fazer as coisas sempre do mesmo jeito e fica irritado com mudanças na rotina;
  5. Movimentos corporais repetitivos (por exemplo, movimentar o tronco para frente e para trás, “sacudir as mãos”, andar na ponta dos pés e rodopiar);
  6. Interesse restrito a um assunto específico: gosta de ler, ver vídeos e brincar apenas com dinossauros, por exemplo;
  7. Vê o mesmo filme várias vezes e decora a fala dos personagens;
  8. Sensível ao barulho;
  9. Fascinação por objetos que rodam;
  10. Seletividade alimentar: quer comer sempre os mesmos alimentos e não aceita trocas;
  11. Dificuldades para usar a imaginação e compreender metáforas.

Ao longo dos anos a frequência do diagnóstico de autismo está aumentando. Acredita-se que esse aumento esteja relacionado aos novos critérios para diagnóstico que conseguem incluir os casos mais leves, que antes não poderiam receber o diagnóstico. Estudos recentes estimaram que a doença acomete 1% da população geral. Psiquiatra Brasilia

TDAH

TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento, de causas genéticas, caracterizado por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ocorre em 5% das crianças e 2,5% dos adultos. É mais frequente no sexo masculino. Costuma ser diagnosticado no início da vida escolar já que pode apresentar dificuldades no aprendizado e algumas vezes no relacionamento com as outras crianças. A hiperatividade tende a melhorar na adolescência e vida adulta, porém muitos vão permanecer com desatenção, impulsividade e dificuldades no planejamento. Psiquiatra Asa Sul

tdah

Ao contrário do que é divulgado na mídia, os sintomas do TDAH são descritos desde a década de 1900, sendo as crianças descritas como desinibidas, impulsivas e hiperativas. Apenas em 1955 é que surgiria a primeira medicação para o tratamento dessas crianças, o metilfenidato.

O tratamento, na maioria das vezes, requer o uso de medicação. Os medicamentos mais utilizados e com maior eficácia são os psicoestimulantes, que quando bem indicados e utilizados com acompanhamento do psiquiatra não tem grandes chances de causarem dependência. Ao contrário, o tratamento do TDAH reduz o comportamento impulsivo e consequentemente o risco do jovem se envolver com o uso de drogas, atividades ilícitas e comportamentos sexuais de risco.
Alguns sintomas são

  1. Não presta atenção a detalhes e erra por descuido;
  2. Tem dificuldade em manter a concentração nas atividades;
  3. Não ouve quando lhe falam diretamente (“cabeça no mundo da lua”);
  4. É desorganizado;
  5. Não persiste nas tarefas que exigem esforço mental continuado;
  6. É esquecido;
  7. Tem dificuldade de seguir instruções e/ou terminar tarefas;
  8. Perde as coisas necessárias para as tarefas e atividades;
  9. Inquieto com as mãos e os pés e tem dificuldades em ficar sentado;
  10. Fala demais;
  11. Interrompe, intromete-se nas conversas ou nos jogos dos outros;
  12. É barulhento para jogar ou se divertir;
  13. Tem dificuldade em esperar a sua vez;
  14. Responde de forma antecipada.

TOC

TOC é uma doença psiquiátrica que tem como principal característica as obsessões e compulsões.
Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são experimentados em algum momento, como intrusivos, indesejáveis, desagradáveis e que causam ansiedade ou desconforto na maioria das pessoas. Psicologia Brasilia

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Compulsões são comportamentos observáveis, repetitivos ou atos mentais que um indivíduo se sente obrigado a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser seguidas rigidamente. Tal ciclo de obsessões e compulsões pode ocupar tempo considerável da vida do paciente e prejudicar suas atividades e seus relacionamentos, além de trazer bastante sofrimento e angústia.
Alguns sintomas são:

  1. Pensamentos, impulsos ou imagens que aparecem para o indivíduo de forma indesejada (obsessões), causando ansiedade e sofrimento;
  2. O indivíduo tenta ignorar, suprimir ou neutralizar as obsessões com outro pensamento ou uma ação;
  3. Comportamentos repetitivos (p. ex: lavar as mãos, organizar,verificar) ou atos mentais (p. ex: orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que o indivíduo se sente obrigado a executar (compulsões);
  4. As compulsões visam prevenir ou reduzir a ansiedade e o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida;
  5. As compulsões não têm relação realista com as obsessões ou são claramente excessivas ou absurdas para o indivíduo;
  6. Perde mais de uma hora por dia com suas compulsões e obsessões;
  7. São pessoas que geralmente tem “mania de limpeza ou organização”, necessidade exagerada de simetria e precisão ou perfeccionismo.

A estimativa é de que ocorra em 2 a 3% da população geral, sendo que no adulto acomete igualmente os homens e as mulheres, porém com início mais precoce em homens. Embora possa ocorrer em qualquer idade, a média para início dos sintomas é no final da adolescência e começo da idade adulta. Aproximadamente 25% dos casos ocorrem antes dos 14 anos. O tratamento, na maioria das vezes, requer o uso de medicação associado a psicoterapia e mudanças nos hábitos de vida.

A medicina fetal é uma importante área de atuação da medicina que tem como objetivo o cuidado do feto e a promoção da saúde materno-fetal.

O Médico especialista, também chamado de fetólogo é um parceiro do obstetra na condução da gestação, ficando responsável pelos cuidados e condutas referentes ao desenvolvimento do bebê, riscos genéticos, diagnóstico das malformações e possíveis síndromes. O fetólogo tem formação específica, com as competências necessárias para realização de procedimentos preventivos, diagnósticos ou terapêuticos, invasivos ou não, relacionados à gestação, à formação e ao desenvolvimento fetal.

 

A formação do especialista em medicina fetal compreende a realização de residência médica em ginecologia e obstetrícia, especializações específicas em ultrassonografia e em medicina fetal e, finalmente, a realização da prova do Título de Especialista em Medicina Fetal com a consequente aprovação, reconhecido pela FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) e registrado no CRM (Conselho Regional de Medicina).

A consulta em medicina fetal é composta por uma conversa (anamnese) minuciosa que envolve coleta de dados maternos, paternos e familiares, avaliação física e, caso necessário, solicitação de exames laboratoriais dos pais.

Envolve ainda a realização de ultrassonografia morfológica, rastreamento de doenças cromossômicas (ex: Síndromes de Down, Edwards, Patau e Turner) por meio de marcadores ultrassonográficos e bioquímicos. Exame de ultrassonografia

Quando necessário, é realizado coleta de amostra do líquido amniótico (líquido que envolve o bebê) ou do vilo corial (“placenta” fetal).
Após todas essas etapas o fetólogo pode e deve orientar os pais sobre o aconselhamento genético e a conduta e cuidados necessários com esse feto durante a gestação.

O fetólogo utiliza aparelhos modernos e sofisticados de ultrassom capazes de obter imagens nítidas do bebê dentro do útero materno. Essa tecnologia nos novos equipamentos tem possibilitado que muitos problemas sejam diagnosticados e muitas vezes tratados enquanto o bebê ainda está na barriga da mãe.

O que é um Subespecialista em Medicina Fetal?

Dra Ieda Paula Kaiut

Dr Marcelo Pedro Alcântara Silva

Um subespecialista em medicina materno-fetal (MFM) é um médico da ObGyn que concluiu mais dois a três anos de educação e treinamento. Os subespecialistas da Medicina Fetal são especialistas em gravidez de alto risco. Para mulheres grávidas com problemas de saúde crônicos, os subespecialistas da MFM trabalham para manter a mulher o mais saudável possível enquanto o corpo dela muda e o bebê cresce. Os subespecialistas da Medicina Fetal também cuidam de mulheres que enfrentam problemas inesperados que se desenvolvem durante a gravidez, como trabalho de parto precoce, sangramento ou pressão alta. As MFMs são o destino das mulheres grávidas que chegam ao hospital por qualquer motivo, seja após um acidente ou no início de uma infecção nos rins. Em outros casos, é o bebê que enfrenta a rotina. Se um prestador de cuidados de OB encontrar um defeito de nascimento ou um problema de crescimento, as MFMs poderão iniciar o tratamento antes do nascimento, fornecendo monitoramento.

Ultrassonografia Ponta Grossa

UltrassonografiaEcografia Ceilandia é um exame que utiliza ondas sonoras de alta frequência para criar imagens do bebê em desenvolvimento, bem como dos órgãos reprodutivos da mãe. O número médio de exames de ultrassonografia varia conforme a gravidez.

Esse importante exame pode ajudar a monitorar o desenvolvimento fetal normal e rastrear possíveis problemas. Juntamente com uma ultrassonografia padrão, existem vários ultrassons mais avançados – incluindo um ultrassom 3D, um ultrassom 4D e um ecocardiograma fetal, que é um ultrassom que examina detalhadamente o coração do feto.

Existem várias razões para se fazer uma Ultrassonografia  durante a gravidez. O seu médico também pode solicitar novos exames se detectar um problema em uma ultrassonografia ou exame de sangue anterior. As Ultrassonografias também podem ser feitas por razões não médicas, como produzir imagens para os pais ou determinar o sexo do bebê. Destaca-se que a tecnologia dos novos equipamentos de UltrassonografiaEcografia Ceilândia são seguros para mãe e o bebê.

Durante o primeiro trimestre de gravidez

No primeiro trimestre da gravidez, os exames podem ser feitos para:

  1. confirmar gravidez;
  2. verificar o batimento cardíaco fetal;
  3. determinar a idade gestacional do bebê e estimar uma data de nascimento;
  4. verificar se há mais de um bebê – gêmeos;
  5. examinar a placenta, útero, ovários e colo do útero;
  6. diagnosticar uma gravidez ectópica (quando o feto não se apega ao útero);
  7. pesquisar qualquer crescimento anormal no feto;

Durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez

Nesse tempo a ultrassonografia pode ser feito para:

  1. monitorar o crescimento e a posição do feto (coluna, ossos, cabeça e membros);
  2. determinar o sexo do bebê;
  3. confirmar gestações múltiplas;
  4. observar a placenta para verificar se há problemas, como placenta prévia (quando a placenta cobre o colo do útero) e descolamento da placenta (quando a placenta se separa do útero antes do parto);
  5. verificar as características da síndrome de Down (normalmente feita entre 13 e 14 semanas);
  6. verificar se há anomalias congênitas ou defeitos congênitos;
  7. examinar o feto para anormalidades estruturais ou problemas de fluxo sanguíneo;
  8. monitorar os níveis de líquido amniótico;
  9. determinar se o feto está recebendo oxigênio suficiente;
  10. diagnosticar problemas com os ovários ou útero, como tumores na gravidez;
  11. medir o comprimento do colo do útero;
  12. orientar outros exames;
  13. confirmar ou não a morte do bebê.

ULTRASSONOGRAFIA EM GESTANTES / OBSTETRÍCIA

Gestações simples e gemelares

  • Obstétrico inicial por via transvaginal;
  • Obstétrico convencional de primeiro trimestre;
  • Obstétrico morfológico de primeiro trimestre (11 a 13 semanas e 6 dias);
  • Obstétrico morfológico de segundo trimestre (20 a 24 semanas);
  • Obstétrico convencional de segundo trimestre;
  • Obstétrico com Doppler;
  • Obstétrico 4D com HDlive®

O HDlive® é uma ferramenta inovadora que oferece aos pais e médicos um realismo anatômico excepcional, com aumento da percepção de profundidade, revelando detalhes escondidos e fornecendo uma maior compreensão da anatomia relacional.
O HDlive® fornece uma fonte de luz virtual móvel possibilitando ao médicoultrassonografista posicionar livremente a luz em qualquer ângulo para iluminar as áreas de interesse.
O HDlive® também ajuda a fornecer uma clareza de imagem extraordinária, podendo acelerar o tempo de exame, devido à capacidade de revelar detalhes finos

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A catarata é quando a lente do olhos, chamada de cristalino, está opacificada. Ela é uma das principais causas de cegueira infantil tratável e com possibilidade de prevenção.

catarata pode ser devido a diversas causas (infecções intra- uterinas, hereditárias, trauma, inflamações intraoculares, tumores, uso de medicamentos, etc). Pode estar associada a algumas síndromes, erros inatos do metabolismo, outras malformações oculares ou não apresentar uma causa definida..

Ela leva à baixa visual no olho acometido e, se não tratada rapidamente (geralmente através de cirurgia), a baixa visual pode se tornar irreversível devido ao desenvolvimento de ambliopia (popular: “olho preguiçoso“).

Na infância existem 2 tipos de catarata:  a congênita, que está presente ao nascimento ou logo após e a adquirida, que ocorre mais tardiamente.

Geralmente ao exame se observa:

  • Leucocoria (pupila esbranquiçada), que pode ser observada em fotos com flash.
  • Estrabismo
  • Nistagmo (tremor dos olhos).
  • Diminuição da acuidade visual.

O  importante é que esse tipo de catarata pode ser detectada pela  alteração do reflexo vermelho do olho, chamado de Teste do Olhinho.

O tratamento deve ser o mais breve possível e pode ou não necessitar de cirurgia. Se o eixo visual da criança estiver comprometido, o tratamento cirúrgico deve ser efetuado o mais precoce possível.

catarata infantil

Após a cirurgia, é essencial o acompanhamento com oftalmopediatra. O uso de óculos, oclusores e uma estimulação visual correta são fundamentais para o bom desenvolvimento visual da criança.

oftalmopediatria brasilia