Sedeme, Banpará e Banco da Amazônia alinham estratégias para agilizar crédito rural 

Dirigentes da Sedeme, Banpará e Banco da Amazônia discutiram estratégias para atuações compartilhadas a fim de facilitar o acesso ao crédito ao produtor rural, sobretudo o pequeno e o médio, que necessitam de políticas públicas para se desenvolver de forma sustentável e competitiva.

A reunião de trabalho articulada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Eduardo Leão, aconteceu na sede da Sedeme, na tarde desta quinta-feira, 3, e mobilizou ainda representantes da Emater e da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), vitais na garantia de assistência técnica e capacitação em novas tecnologias para a pecuária e o agronegócio paraense.

“A parceria já existe, porém pode ser intensificada se o Banpará tiver  acesso aos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) para uso nos seus financiamentos. Isso abre um grande leque na questão de risco compartilhado e acesso a linhas que o banco do Estado não pode operar, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).  Nos interessa avançar nesse pacto e na identificação dos gargalos que dificultam a vida de quem quer produzir mais e melhor, e trava a eficiência dos próprios bancos no trato com novos operadores e clientes’’, observou Eduardo Leão. “A ideia é superar qualquer diferença no sentido de construir caminhos que levem ao aumento da produção, do emprego e da renda, esse é o nosso objetivo”, acrescentou ele. 

O superintendente regional do Banco da Amazônia, no Pará e Amapá, Luiz Lourenço de Souza Neto, afirmou que o Governo do Estado é importante para que os recursos do Banco cheguem bem, e com garantia de assistência técnica e de infraestrutura. Ele ressaltou que o Banpará está presente em 98 municípios paraenses, e essa maior capilaridade é importante numa atuação conjunta das duas instituições bancárias.

‘’Estamos estudando possibilidades de agilizar o crédito rural. O Banco da Amazônia tem um Fundo soberano que é o FNO, carro-chefe do banco e líder no fomento à produção com maior aderência’’, comentou o diretor Comercial e Fomento do Banpará, Jorge Antunes.

  Jorge Antunes assinalou que os produtores rurais se embaraçam para dar conta do volume de exigências legais na hora de se submeter ao crédito, a exemplo de documentação da terra, restrições do cliente com inadimplência, assistência técnica, questões ambientais e emissão de licenças. “Todas são dificuldades que o produtor enfrenta para ter acesso ao crédito’’.

Em 2018, o Banco da Amazônia prevê a aplicação no Pará de R$ 2,1 bilhões, recursos do FNO e do próprio crédito comercial. 

Técnica em Gestão Agropecuária, a engenheira agrônoma da Sedap Ivanise Carvalho sintetizou o debate desta tarde na Sedeme. “A reunião foi interessante e necessária’’, disse ela, referindo-se à união de forças entre as instituições para que haja maior qualidade na produção rural e produtos locais e competitivos.

“A gente acredita nessas políticas públicas e eu acredito que elas só têm sucesso quando cada segmento que integra o setor assume sua competência e une forças em torno de um objetivo comum. Neste caso, o desenvolvimento do produtor rural’’, concluiu Ivanise.  

Novas reuniões vão acontecer entre as instituições citadas para consolidar a parceria de repasse de recurso do FNO, financiamento compartilhado entre os bancos, linhas de credito específico para regiões carentes do Estado, como o Marajó, serviços menos burocráticos e maior facilidade no acesso ao crédito rural.