Sedeme apresenta projeto da ferrovia paraense para empresas de mineração, agronegócio e para prefeitos

DSC_4545Empresários, industriais, prefeitos, dirigentes de entidades de classe, secretários estaduais lotaram o 9º andar da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), na noite desta segunda-feira, 27, para conhecer os detalhes técnicos do projeto da ferrovia paraense. O encontro foi conduzido pelo titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, que preside o Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do Estado do Pará, e está à frente das interfaces com os atores do maior projeto em curso hoje no Estado.

DSC_4581A proposição da ferrovia paraense partiu da iniciativa privada ainda em 2015, quando a empresa Pavan Engenharia solicitou autorização do Estado para realizar os estudos de viabilidade técnica e ambiental para implantação do novo modal de transporte. Após 16 meses, os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental – EVTEA – estão sob aprovação da Sedeme.DSC_4549

O projeto prevê 1.316 Km de ferrovia que passará por 23 municípios, interligando o Pará de norte a sul. Maurício Girardello Filho, da empresa que realizou os estudos de viabilidade, afirmou que o empreendimento conecta Barcarena à Santana do Araguaia, prevendo a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos durante a execução da obra, cujo custo está avaliado em 14 bilhões de reais. 

“Estamos cada vez mais próximos de termos um corredor viário competitivo, que será estruturante para o Pará e o Brasil”, frisou o secretário Adnan Demachki, para acrescentar em seguida. “O importante é termos visão e clareza do que queremos e sobretudo transparência no que fazemos”.   

DSC_4632Secretário estadual de Transportes (Setrans), Kleber Menezes, que tem assento no Comitê Gestor de PPPs, avaliou positivamente a condução das etapas necessárias para a ferrovia se materializar. “O proponente privado fez um investimento pesado na concepção dos estudos, um trabalho extremamente denso, volumoso, que dá o primeiro dos suportes que é a viabilidade técnica para um projeto desse porte”, afirmou o secretário, referindo-se à empresa Pavan Engenharia.

“O secretário Adnan Demachki nos mostrou todos os passos que o Estado tem dado como esteio desse projeto, mais do que um facilitador, o Estado é protagonista desse empreendimento na medida em que ele o prioriza, assume a necessidade de desapropriações no traçado, a serem custeadas com recursos privados, é claro, e prioriza a consolidação de um ambiente seguro e atrativo para que empresas possam se unir ao projeto da ferrovia, e isso também já é uma realidade”, assinalou Kleber Menezes, citando o interesse de grandes grupos empresariais em se apropriarem da ferrovia para o transporte de suas cargas com vistas ao mercado global.    

DSC_4594Na ocasião, executivos de empresas como a IRAJÁ Mineração, Cevital e Alloys Pará apresentaram ao Estado compromissos de carga, comprometendo -se a transportar milhões de toneladas de minério de ferro, de aço e seus derivados através da ferrovia, bem como, 12 prefeitos de municípios por onde a ferrovia passará, autorizaram essa passagem em seus territórios. 

”Vimos aqui empresas do agronegócio e da mineração declarando que querem se apropriar da ferrovia para o transporte de suas cargas. Isso é mais uma prova concreta que estamos certos e céleres no desenvolvimento deste projeto”, avaliou o secretário Kleber.


DSC_4608Presidente do Sindicado das Indústrias da Mineração (Simineral), José Fenando Gomes, destacou que a ferrovia é vital para a competitividade dos negócios no Pará. “Para nós, da mineração, é de fundamental importância que esse projeto saia do sonho como bem frisou o secretário Adnan e se torne realidade, e para isso, é preciso que as entidades, o governo, o setor privado se unam em torno dele”, disse Fernando, salientando que os estudos de viabilidade identificaram as principais 26 ocorrências de minérios no território paraense. 

“Foi um trabalho muito bem feito pela Sedeme e as empresas que detêm a exploração dessas ocorrências minerais estão presentes nesta reunião. O Simineral está de portas abertas para recebê-las para que juntos a gente possa construir o setor mineral dos sonhos dos paraenses e, claro, das empresas”, concluiu ele.

DSC_4624“Nós estamos juntos com o Estado nesse projeto. A ferrovia é um sonho antigo da Fiepa, ela integra o Estado e é um esteio para o Programa Pará 2030, que eu costumo dizer que não é do Estado, é nosso, da sociedade paraense. E nós estamos pari-passo com a Sedeme, disponibilizando nossas instalações, nossos conhecimentos e inteligência à disposição de tudo isso”, declarou o vice-presidente da Fiepa, José Maria Mendonça.

DSC_4621Para o titular da Associação Comercial do Pará (ACP), Lúcio Fábio Costa, o evento da noite desta segunda-feira demonstra a força da iniciativa e a forte adesão que a sociedade paraense revela sobre o projeto ferroviário. “Aqui há um público seleto capaz de dar sustentação concreta para um projeto como esse maravilhoso. É uma oportunidade que o Pará tem de pensar sua logística a longo prazo. Hoje mesmo investidores já se comprometeram com a proposta que acredito é uma saída para o Brasil, considerando a saída Norte por uma ferrovia e um complexo de portos que temos estrategicamente dispostos, sem falar nos que ainda virão”, afirmou Fábio Lúcio.DSC_4520 

O Secretário Adnan Demachki ao final, conclamou a todos a se unirem para tornar a ferrovia paraense realidade. ” O esforço deve ser coletivo. Das empresas de mineração e do agronegócio aqui presentes para se comprometerem com carga para a ferrovia, dos prefeitos para assumirem o protagonismo em seus municípios, dos colegas de governo em suas pastas para priorizarem as ações pontuais no licenciamento e na instituição do marco legal, das entidades de classe aqui presentes para solucionarmos as questões portuárias em Barcarena para escoamento da carga da ferrovia que será crescente. Enfim, um sonho que se sonha só é um sonho que se sonha só, mas um sonho que se sonha de forma coletiva pode se transformar em realidade”, declarou Demachki. Texto: Ascom/Sedeme. Fotos: Ascom/Fiepa.