No Pará se encontra uma das mais importantes províncias minerais do Planeta (Carajás), sendo o segundo produtor de minérios do Brasil, devendo ser o maior até 2020, onde os destaques são: ferro, bauxita, manganês, níquel, cobre, caulim e ouro, entre outros. A tendência do setor mineral é de crescimento nos próximos anos, devido ao aumento da demanda internacional por commodities, a privilegiada posição geopolítica e o incentivo do governo estadual no sentido de verticalizar a cadeia produtiva mineral com a atração de empresas fabricantes de produtos com maior valor agregado.

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Ouro e Gemas

Atualmente, o Pará é o terceiro maior produtor de ouro do Brasil, além de possuir a segunda maior reserva do minério no país, detém, ainda, uma importante concentração de gemas, entre elas, ametistas, cristal de rocha, citrinos, topázios e diamantes. A verticalização da cadeia do ouro e das gemas também tem se destacado recentemente. Uma refinaria de ouro já está planejada para ser instalada, o que contribuirá para a atração de outras indústrias joalheiras ao Estado. Além disso, o Pará já dispõe de um dos maiores centros de comercialização e promoção de joias da região Norte, o Polo Joalheiro.

 

Cobre

O Pará possui um grande potencial de minério de cobre, com 9,4 Mt de cobre contido além de outros metais associados, o que representa 89% das reservas do Brasil. Atualmente, a produção no Estado se resume apenas ao concentrado (cerca de 840 Mt em 2015), o que potencializa a possiblidade de verticalização do segmento através de fundição e refusão, com a produção de catodos, fios, chapas, cabos, tubos e vergalhões, além da possibilidade de produção de ácido sulfúrico como subproduto, insumo utilizado na indústria de fertilizantes.

 

Bauxita e Alumínio

O Pará detém 3,24 bilhões de toneladas de reserva total de bauxita, matéria-prima do alumínio, o que representa 74% das reservadas nacionais e 11% das reservas internacionais. A produção de bauxita foi cerca de 33 Mt em 2015. Com este potencial, o Pará possui uma cadeia produtiva do alumínio avançada no processo de verticalização, com operação desde a extração da bauxita, produção de alumina, produção de alumínio metálico e produção de extrudados e laminados, utilizados nos setores de embalagens, equipamentos de transporte e construção civil.

 

Níquel

O estado do Pará possui um grande potencial para minério de níquel, com 4 Mt de níquel contido, além de outros metais associados, como cobalto, o que representa 33% das reservas do Brasil. Atualmente, sua produção se resume apenas ao granulado de ferro-níquel (Fe-Ni) (cerca de 1,1 Mt em 2015), o que potencializa a possibilidade de verticalização do segmento através de fundição de Fe-Ni, utilizado tanto no fabrico de ligas, devido a sua alta resistência à oxidação, como para na indústria de aço inoxidável, metalomecânica, aços especiais, entre outras.

 

Indústria de Cimento

O Estado do Pará possui reservas de calcário estimadas em 6,4 Mt distribuídas nas regiões de integração do Araguaia, Baixo Amazonas, Carajás, Rio Caeté, Tapajós e Xingu. Base para a indústria do cimento, esse potencial permitiu a instalação de empresas como a Cimento Nassau, que atualmente possui duas fábricas no Estado, localizadas nos municípios de Capanema e Itaituba, que contam com ótima logística de escoamento, seja rodoviário, hidroviário e também ferroviário. Além disso, a Votorantim Cimentos também iniciou suas operações no primeiro semestre de 2016, com estimativa de produção anual de 1,2 milhão de toneladas de cimento. A planta da empresa está localizada no município de Primavera e dispõe de logística de escoamento terrestre, através das BR’s 010, 308 e 316 e acesso aos terminais portuários de Belém.

 

Fertilizantes Fosfatados

O Pará destaca-se no cenário nacional com o agronegócio, um dos mais fortes segmentos da sua economia. Por outro lado, há necessidade de aumentar a produtividade e reduzir o desmatamento, assim, a produção de fertilizantes fosfatados é estratégico para atender à crescente demanda do mercado interno e externo. O Estado possui o segundo maior depósito de fosfato magmatogênico do Brasil, com destaque para a formação Maecuru, na bacia do Rio Amazonas, com 200Mt e teor de 15%, além de outros depósitos menores, como os municípios de Santana (60 Mt), Sapucaia (1,63 Mt), Boa Vista (0,29 Mt) e outras área, que ainda estão em fase de mapeamento. Em 2015, entrou em operação a primeira mineradora de fosfato do Estado, a B&A. Ainda em fase de testes, será produzido o termofosfato de alumínio – garantias P2O5 (23%) e P2O5 CNA+H2O (20%) -, os resultados dos testes agronômicos para a soja, o milho, pastagem, o dendê, o açaí, o eucalipto, a grama para paisagismo, a pimenta do reino e a fruticultura, obteve maior produtividade que os demais fertilizantes fosfatados disponíveis no mercado.

 

Nióbio, Tântalo e Terras Raras

O Pará também apresenta um grande potencial para exploração de Elementos Terras Raras (ETR), com depósitos localizados principalmente na bacia do rio Tocantins. Recentes trabalhos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) indicam áreas favoráveis para a pesquisa desses elementos. Outra área favorável à presença de Nióbio/Tântalo e ETR é a província estanífera de São Félix do Xingu, uma das maiores produtoras de cassiterita do Pará, onde esses elementos podem estar associados às mineralizações de estanho.

 

Potássio

A potencialidade do estado do Pará para a presença de silvinita (KCl, minério de potássio) está concentrada na parte Oeste do Estado, próximo à divisa com o estado do Amazonas, na bacia sedimentar do Amazonas. Naquela região, no Estado vizinho, os trabalhos de pesquisa vêm revelando a presença de silvinita com teores médios de 30%, evidenciando a possível existência de jazidas de potássio de classe mundial. As pesquisas em território paraense, naquela região, já estão em andamento.

 

Ferro

O Estado do Pará detém a segunda maior reserva de minério de ferro do Brasil e o melhor em pureza. Sua produção está principalmente localizada na região sudeste do Estado, com a maior mina à céu aberto do mundo (Carajás), ao passo disso, no segundo semestre de 2016 o projeto S11D, da empresa Vale, terá seu start up, com a produção inicial de 90 milhões de toneladas por ano. Essa produção abre uma excelente oportunidade para a transformação do ferro no Estado e o primeiro passo já foi dado, com a instalação de uma siderúrgica de grande porte no município de Marabá, pela empresa argelina Cevital, possibilitando o desenvolvimento de um polo metal-mecânico na região.